O Pearl Izumi EM Road N2 assume certo risco, devido ao fato de o tênis não ter um aspecto que impressione, e possuir, além disso, alguns defeitos que podem, com certeza, afastar potenciais compradores. A ideia de um tênis que não se encaixa na categoria intermediário, pela ausência de maciez na entressola, ou de uma categoria de performance, devido a falta de responsividade, deixam o pesado modelo Pearl Izumi para trás em qualquer competição.
A necessidade de algo a mais no Pearl Izumi EM Road N2
O modelo carrega o conforto do cabedal como único carro-chefe do modelo. Sem apresentar qualquer diferencial dentro do mercado, ele acaba se adequando, em comparativo direto, com o Mizuno Prorunner 18, perdendo em todas as categorias para o primo japonês. Contudo, apesar de não apresentar um destaque gigantesco, o conforto é realmente um primor, mas não se sustenta pelo valor pedido pela Pearl Izumi.
O Drop e o amortecimento insuficientes
Dois pontos que desagradaram muito crítica e usuários. O fator de drop alto que “reduziria conforme uso” acabou sendo uma falácia sob a crítica de variados críticos e usuários do modelo. Além disso, a pisada seca oferecida pelo calçado não condiz com a proposta, trazendo um desconforto ao corredor e não oferecendo maciez ou responsividade prometida. No fim, é um tênis sem categoria que promete muito.
Considerações finais: Talvez por um valor abaixo dos R$ 300 ele poderia ser uma interessante opção para treinos rápidos e ritmos. Contudo, sua avaliação – julgando o valor exposto – deixa bastante a desejar do ponto de vista comparativo aos demais modelos similares no mercado, bem como na sua utilização diária. Enfim, um tênis que não deixa saudades.