O Reebok Harmony Road carrega uma excelente construção, um bom acabamento que, consequentemente, promove bom conforto e durabilidade interessante à peça. Contudo, apesar de um ótimo modelo sob uma primeira análise, ele ainda carrega alguns defeitos que ficaram em 2015 para modelos mais avançados e de anos no mercado.
O Asics Gel Flux 3, por exemplo, também na categoria intermediário carrega um drop de 10mm. Diferentemente do Harmony Road, que simplesmente incorpora um drop extremamente alto e uma resposta muito baixa.
O bom acabamento que salva o Reebok Harmony Road
A construção de cabedal é de qualidade. As tramas abertas possibilitam agradável ventilação. Além disso, a ausência de costuras, graças a tecnologia Smooth Fuse, propõe uma nova forma de construção da região: a borracha dita. Por esse motivo, nota-se também a ausência de tecidos sobrepostos que eram vistos em modelos mais antigos.
A entressola é outro ponto muito bem construído. Quando analisada a disposição das três densidades diferentes, nota-se uma boa sintonia com o solado. Este muito bem disposto no que tangem as ranhuras emborrachadas independentemente acopladas na região. Possibilitam, assim, flexibilidade onde é necessário, e firmeza onde se exige.
Erros pontuais
O drop muito alto e a resposta exageradamente lenta podem crucificar um modelo de excelente acabamento. Apesar de se tratar de um tênis intermediário, os demais concorrentes que já estão em edições mais avançadas já corrigiram tais problemas e mantém o drop em 10mm e a resposta agradável para um tênis da categoria.
Nosso veredicto? Um tênis interessante. Preço razoável. Acabamento impressionante. Defeitos mínimos, sobretudo quando elencada uma comparação com outros modelos. Contudo, o Reebok Harmony Road pode, sim, ser considerado um tênis interessante a se colocar no leque de opções para compra. A excelente construção acaba carregando o modelo, e sendo um aspecto extremamente positivo a se considerar.