O Nike Air Max 2017 chega ao mercado prezando por uma evolução em relação ao modelo anterior. Mas o que mudou? O que melhorou? O que ainda precisa ser mudado? Primeiramente, espera-se de um tênis top de linha uma qualidade top de linha. Nada mais que isso. Mas acreditamos que não é isso o que fora encontrado neste novo modelo da empresa americana.
Isso porque é preciso, antes de tudo, analisar o preço e estabelecer parâmetros. O novo modelo Air Max chega às lojas custando o impressionante valor de R$ 799. Valor mais alto do que muitos tênis de corrida superiores ao Nike em questão. Pois é preciso questionar-se: “O que este modelo apresenta de diferente dos demais para alcançar tais cifras?” E a resposta fica difícil de aparecer.
É um tênis muito bonito, de bom acabamento, material de qualidade e apontamentos interessantes. Um exemplo é o tecido sintético de cabedal de boa qualidade, resistente e, sobretudo, respirável. Assim como a entressola que possibilita absorção de impactos. Ou ainda o solado tracionado que auxilia o corredor a superar qualquer tipo de superfície. O mais do mesmo visto em diversos calçados do mesmo nível a um preço inferior – em muitas das vezes.
É verdade que o tênis é confortável, apresenta uma aparência diferenciada e é realmente versátil. No entanto, R$ 799 não se pagam apenas com estética. É preciso funcionalidade. Apesar de ser um tênis de qualidade notável, o valor não se cobre. O custo/benefício acaba cobrando valor de top de linha por qualidade intermediária.
Nosso veredicto? Dificilmente este tênis valerá à pena. É muito mais considerável comprar um tênis voltado ao lifestyle e um tênis para corrida do que tentar comprar um 2 em 1 mediano. O Nike Air Max 2017 não é um tênis ruim, mas está longe de ser um tênis unânime dentro do mercado de tênis para corrida.