O Cloudmonster 3 mantém a proposta de um tênis neutro para acumular treinos diários e longões, com amortecimento firme e transição guiada pela sola curvada. Lançado em março de 2026, aposta mais no conforto do cabedal e na estabilidade da passada do que em leveza ou impulso.
O peso informado é de 295 g no US 9 masculino e 240 g no US 8 feminino. A RunRepeat encontrou 301 g, alturas de 38,6 mm no calcanhar e 32,2 mm no antepé, com drop de 6,4 mm. As alturas de referência são 35/29 mm, sem incluir a palmilha, e o drop informado é de 6 mm.
O que mudou no On Cloudmonster 3?
O cabedal renovado é a mudança mais importante. A língua acolchoada e presa às laterais melhora o encaixe e reduz a pressão do cadarço, dois pontos problemáticos do Cloudmonster 2. O médio-pé e o calcanhar ficam seguros sem depender de uma amarração muito apertada.
A entressola passa a ter três camadas de CloudTec com módulos menores. Isso favorece a flexibilidade e a saída da passada, mas não transforma o modelo em um tênis macio ou rápido. Helion, Speedboard e rocker permanecem, enquanto o peso aumenta cerca de 3%. É um refinamento da proposta anterior, não uma mudança de categoria.
Como é correr com o Cloudmonster 3?
A sensação predominante é firme e estável. A sola curvada ajuda a avançar, e a proteção agrada em rodagens longas, mas o retorno de energia é apenas mediano. Corredores relatam algum amaciamento da espuma com o uso; isso não elimina o caráter firme do antepé.
Os módulos do calcanhar comprimem mais que os dianteiros, criando uma sensação de drop inferior aos 6 mm informados. Quem pisa de calcanhar ou tem sensibilidade na panturrilha e no Aquiles deve considerar essa característica. Para ritmos rápidos, o peso e a resposta discreta tornam o modelo menos atraente.
O solado apresentou boa resistência no laboratório, e há relato de pouco desgaste após cerca de 40 milhas. O acolchoamento do calcanhar também resiste bem, mas o tecido do cabedal foi frágil na abrasão. Portanto, a durabilidade não é uniforme em toda a construção.
Forma e numeração
A numeração habitual funciona para a maioria, embora alguns corredores encontrem comprimento extra. A RunRepeat mediu 94,3 mm no antepé e 71,0 mm na ponta, valores menores que os do Cloudmonster 2. Já o Doctors of Running percebe mais volume dianteiro, mostrando que largura medida e sensação de espaço não são equivalentes.
O espaço baixo sobre o peito do pé pode incomodar quem tem essa região alta. Existem versões Narrow, Normal e Wide, mas o encaixe merece atenção antes da compra. Para o calor brasileiro, a ventilação limitada também pesa: mesmo sem desconforto térmico em alguns relatos, não é o destaque do cabedal.
Nosso veredicto
O On Cloudmonster 3 vale a pena para quem prefere amortecimento firme, transição em rocker e cabedal confortável em rodagens e longões. Não é a melhor escolha para buscar leveza, muita maciez ou velocidade. O preço sugerido de lançamento de US$ 190 nos Estados Unidos, acima dos US$ 180 do antecessor, reforça a ressalva de custo-benefício.
Para mais maciez, o Asics GEL Nimbus 28 é uma alternativa direta. Quem prioriza leveza e resposta para variar os ritmos pode considerar o Asics Novablast 5. Dentro da On, o Cloudmonster 3 Hyper oferece uma proposta mais leve e responsiva para treinos rápidos.