Fabricante: On

On Cloudmonster 3

O On Cloudmonster 3 é um tênis neutro para treinos diários e longões, indicado para quem prefere amortecimento firme e uma passada estável. Lançado em março de 2026, mantém a espuma Helion e a placa Speedboard, mas ganha três camadas de módulos CloudTec menores e um cabedal totalmente renovado. A língua mais acolchoada melhora o conforto e reduz a pressão do cadarço em relação à versão anterior.

A geometria em rocker, com a sola curvada para facilitar a transição da passada, continua sendo um destaque. Em contrapartida, o peso de 295 g no US 9 masculino e a resposta discreta limitam seu apelo para treinos rápidos. É uma opção para rodagens tranquilas, desde que a prioridade não seja maciez ou ventilação elevada.

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  • Terreno

    Estrada

  • Pisada

    Neutra

  • Uso

    Treino

  • Peso

    Masculino: 295g

    Feminino: 240g

  • Altura Calcanhar

    Mas: 35mm

  • Drop

    Masculino: 6mm

  • Preço Sugerido

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Histórico de preços

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On Cloudmonster 3 é bom?

Prós

  • Cabedal

    O novo cabedal tem língua acolchoada e presa às laterais, melhorando o conforto em relação à versão anterior. O médio-pé e o calcanhar ficam seguros sem exigir aperto excessivo do cadarço.

  • Transição em rocker

    A sola curvada, o chanfro no calcanhar e a placa Speedboard ajudam o pé a avançar durante a passada. A transição é suave, com estabilidade elogiada para um tênis neutro.

  • Proteção nos longos

    O amortecimento firme oferece proteção para rodagens e longões sem uma sensação acentuada de afundamento. Agrada mais a quem prefere uma plataforma consistente do que a quem busca maciez de travesseiro.

  • Solado resistente

    A borracha de 3,2 mm teve desgaste de 0,7 mm no teste de abrasão, abaixo da média de 1,1 mm. O acolchoamento do calcanhar também mostrou boa resistência.

  • Tração

    A cobertura generosa de borracha oferece boa aderência no asfalto, em estradas de terra e no cascalho leve. Isso permite variar as rotas de treino sem ficar restrito ao asfalto.

  • Versatilidade

    Além das rodagens e dos longões, funciona para caminhar e passar bastante tempo em pé. O cabedal confortável e o visual elogiado também favorecem o uso casual.

Contras

  • Peso

    O peso informado é de 295 g no US 9 masculino, enquanto a medição de laboratório encontrou 301 g. É um tênis pesado para treino diário, especialmente quando o ritmo aumenta.

  • Preço

    O preço sugerido de lançamento nos Estados Unidos foi de US$ 190. O custo elevado pesa contra um tênis de treino diário com pouca vocação para velocidade.

  • Firmeza e resposta

    A espuma é firme e o retorno de energia de 58,7% fica na média, sem grande impulso. O antepé comprime pouco, podendo aumentar a exigência sobre panturrilha e Aquiles.

  • Ajuste e ventilação

    Alguns corredores acham o comprimento excessivo, e o peito do pé baixo pode incomodar pés mais altos. A ventilação recebeu 2 de 5 no laboratório, uma ressalva para treinos no calor.

Avaliações especialistas

Mais positivo

82%

Carlos Sánchez

Via: RunRepeat

Mantém o que define a série: stack alto, ride firme, CloudTec e cabedal premium. Mas é pesado, firme, caro e sem bounce, difícil de justificar em desempenho. Nota 82 (Great); a RunRepeat aposta mais em design e marca do que em velocidade ou custo-benefício.

Mais negativo

72%

Chad Zimmermann

Via: Believe in the Run

Daily trainer firme e resiliente, estável e com cabedal muito confortável, ideal para quem gosta de ride firme com rocker. Contra: numeração inconsistente (muito grande no 12 US) e US$ 190 parece alto. Notas: design A, custo-benefício C, desempenho B.

Outras avaliações

78%

David Salas

Via: Doctors of Running

Daily trainer de ride firme e em rocker, com o melhor cabedal da série e mais durável. Serve a quem quer encaixe um pouco mais largo. Ressalvas: pouco responsivo, pistão do antepé que comprime pouco (sensação de drop negativo) e preço alto.

Rankings

Características

  • Cabedal

    O cabedal usa tecido técnico em mesh/knit, com língua acolchoada e presa às laterais, além de colar acolchoado no calcanhar. A construção segura o médio-pé sem exigir muito aperto, mas apresenta ventilação limitada e baixa resistência do tecido à abrasão.

  • Entressola

    A entressola combina espuma Helion à base de EVA, três camadas de módulos vazados CloudTec e uma placa Speedboard de nylon de comprimento total. A geometria curvada e o chanfro posterolateral no calcanhar facilitam a transição, apesar da sensação firme.

  • Solado

    O solado tem cobertura generosa de borracha, com 3,2 mm de espessura. Oferece boa tração em asfalto, terra e cascalho leve, além de resistência à abrasão: o desgaste medido foi de 0,7 mm, contra média de 1,1 mm.

Atributos

  • Tecnologia

    Helion: espuma à base de EVA que ocupa toda a extensão da entressola. Oferece amortecimento firme; sua dureza medida foi de 49,9 AC na escala Asker C, acima da média de 35,6 AC.

    CloudTec: módulos vazados que se comprimem sob carga. Nesta geração, são distribuídos em três camadas com unidades menores. O calcanhar cede mais que o antepé, contribuindo para uma sensação de drop baixo.

    Speedboard: placa de nylon de comprimento total embutida na entressola. Acrescenta rigidez e trabalha com a geometria em rocker para ajudar o pé a rolar para a frente; não é uma placa de carbono.

  • Durabilidade

    A resistência varia conforme a região: o solado apresentou baixo desgaste, e o acolchoamento do calcanhar recebeu 5 de 5 na abrasão. Já o tecido do cabedal ficou em 1 de 5, sendo o ponto mais vulnerável.

  • Amortecimento

    O amortecimento é firme, sobretudo no antepé. A absorção de impacto medida foi de 123 SA, abaixo da média de 131 SA, e o retorno de energia ficou em 58,7%, na média. A altura não se traduz em maciez elevada.

  • Flexibilidade

    A estrutura é rígida: foram necessários 20,5 N para flexão, contra média de 15,5 N. A torção também ficou acima da média. Os módulos menores melhoram a mobilidade em relação às gerações anteriores, mas o rocker continua importante na transição.

  • Ventilação

    A ventilação recebeu 2 de 5 no laboratório, indicando pouca circulação de ar pelo cabedal. Alguns corredores não sentiram calor excessivo, mas essa limitação merece atenção de quem costuma treinar em temperaturas altas.

  • Aderência da Sola

    A borracha oferece boa aderência no asfalto e também em estradas de terra e cascalho leve. Há relatos positivos em neve e lama, embora a indicação principal do modelo continue sendo a corrida em estrada.

  • Indicação

    Indicado para corredores neutros que querem um daily trainer de máximo amortecimento para rodagens fáceis e longões, e que também caminham com ele. Não é para quem busca leveza, velocidade ou maciez tipo travesseiro.

Análise

O Cloudmonster 3 mantém a proposta de um tênis neutro para acumular treinos diários e longões, com amortecimento firme e transição guiada pela sola curvada. Lançado em março de 2026, aposta mais no conforto do cabedal e na estabilidade da passada do que em leveza ou impulso.

O peso informado é de 295 g no US 9 masculino e 240 g no US 8 feminino. A RunRepeat encontrou 301 g, alturas de 38,6 mm no calcanhar e 32,2 mm no antepé, com drop de 6,4 mm. As alturas de referência são 35/29 mm, sem incluir a palmilha, e o drop informado é de 6 mm.

O que mudou no On Cloudmonster 3?

O cabedal renovado é a mudança mais importante. A língua acolchoada e presa às laterais melhora o encaixe e reduz a pressão do cadarço, dois pontos problemáticos do Cloudmonster 2. O médio-pé e o calcanhar ficam seguros sem depender de uma amarração muito apertada.

A entressola passa a ter três camadas de CloudTec com módulos menores. Isso favorece a flexibilidade e a saída da passada, mas não transforma o modelo em um tênis macio ou rápido. Helion, Speedboard e rocker permanecem, enquanto o peso aumenta cerca de 3%. É um refinamento da proposta anterior, não uma mudança de categoria.

Como é correr com o Cloudmonster 3?

A sensação predominante é firme e estável. A sola curvada ajuda a avançar, e a proteção agrada em rodagens longas, mas o retorno de energia é apenas mediano. Corredores relatam algum amaciamento da espuma com o uso; isso não elimina o caráter firme do antepé.

Os módulos do calcanhar comprimem mais que os dianteiros, criando uma sensação de drop inferior aos 6 mm informados. Quem pisa de calcanhar ou tem sensibilidade na panturrilha e no Aquiles deve considerar essa característica. Para ritmos rápidos, o peso e a resposta discreta tornam o modelo menos atraente.

O solado apresentou boa resistência no laboratório, e há relato de pouco desgaste após cerca de 40 milhas. O acolchoamento do calcanhar também resiste bem, mas o tecido do cabedal foi frágil na abrasão. Portanto, a durabilidade não é uniforme em toda a construção.

Forma e numeração

A numeração habitual funciona para a maioria, embora alguns corredores encontrem comprimento extra. A RunRepeat mediu 94,3 mm no antepé e 71,0 mm na ponta, valores menores que os do Cloudmonster 2. Já o Doctors of Running percebe mais volume dianteiro, mostrando que largura medida e sensação de espaço não são equivalentes.

O espaço baixo sobre o peito do pé pode incomodar quem tem essa região alta. Existem versões Narrow, Normal e Wide, mas o encaixe merece atenção antes da compra. Para o calor brasileiro, a ventilação limitada também pesa: mesmo sem desconforto térmico em alguns relatos, não é o destaque do cabedal.

Nosso veredicto

O On Cloudmonster 3 vale a pena para quem prefere amortecimento firme, transição em rocker e cabedal confortável em rodagens e longões. Não é a melhor escolha para buscar leveza, muita maciez ou velocidade. O preço sugerido de lançamento de US$ 190 nos Estados Unidos, acima dos US$ 180 do antecessor, reforça a ressalva de custo-benefício.

Para mais maciez, o Asics GEL Nimbus 28 é uma alternativa direta. Quem prioriza leveza e resposta para variar os ritmos pode considerar o Asics Novablast 5. Dentro da On, o Cloudmonster 3 Hyper oferece uma proposta mais leve e responsiva para treinos rápidos.

Review modelos anteriores

On Cloudmonster 2

O On Cloudmonster 2 foi a versão anterior do daily trainer de máximo amortecimento da On, com stack de 34,5 mm no calcanhar e 29 mm no antepé, drop de 5,5 mm e preço de US$ 180. Seu ponto fraco era o cabedal, com encaixe ruim e pressão do cadarço, e a forma era um pouco mais larga no antepé, segundo a RunRepeat.

O Cloudmonster 3 troca o cabedal, adota três camadas de CloudTec com módulos menores, sobe para 35/29 mm com drop de 6 mm e ganha cerca de 3% de peso. Rocker, Speedboard e Helion seguem iguais.

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