Depois de grandes expectativas e suspenses a ansiedade de muitos corredores chegou ao fim com o lançamento de um dos mais aclamados calçados da Nike: o Air Max 2016.
Sem alterações significativas, podemos dizer que o Nike Air Max 2016 traz a mesma estrutura que sua edição passada. Prova disso é o preço que este tênis para corrida chegou às prateleiras: R$699,90. Com quase este mesmo valor ainda encontramos o Air Max 2015. Talvez isso se justifique exatamente pelo fato do novo modelo não apresentar melhorias que elevem sua posição se comparado ao seu antecessor.
Então, o que a Nike trouxe de novo para o mercado?
O cabedal do Air Max 2016 permanece com sua fabricação em mesh: malha de tramas abertas extremamente respirável, que oferece uma eficiente ventilação, mantendo o conforto de pés sem suor durante as corridas.
O que notamos na aparência do cabedal do Air Max 2016 é o seu aspecto mais inteiriço, como uma peça única que se encaixa sobre a entressola. Isso ocorre pelo fato de que este modelo possui poucas aplicações em sua malha, como podemos notar na parte dianteira do cabedal e em todo o calcanhar do modelo 2015. Esta é uma alteração em que muitos interpretam como apenas estética, mas estas aplicações podem oferecer resistência ao logo da corrida, quando os pés precisam de total flexibilidade do cabedal durante cada impacto e também pelo fato de que os pés sempre incham um pouco durante as corridas.
Além de ótima respirabilidade e liberdade de movimentos, uma das principais vantagens da malha usada pela Nike nos modelos 2015 e 2016 do Air Max é oferecer uma compressão inteligente, que se ajusta ao pé e à cada movimento feito durante a corrida, garantindo o mínimo de resistência possível por toda a extensão do cabedal.
Uma das poucas novidades do cabedal está na tecnologia Flywire. A edição do Air Max 2016 apresenta uma versão mais refinada dos cabos Flywire, que ocupam menos espaço nas laterais do calçado. Com este novo posicionamento dos cabos, o desempenho da tecnologia foi ampliado, possibilitando um ajuste mais preciso na pressão dos cadarços. A vantagem nisso é que a compressão na lateral dos pés foi ainda mais reduzida!
O cabedal deste novo Nike mantém sua estrutura sem costuras internas para mais segurança e conforto dos pés. O mesmo pode ser dito para a língua do calçado, que faz parte da estrutura insock que abraça os pés como uma luva. Além de evitar que a língua deslize, esta estrutura interna do cabedal permite um ambiente ainda mais seco e respirável para os pés.
A mudança estética mais notável foi feita no Shoosh (como é carinhosamente chamado o logotipo da Nike) do cabedal que mudou de posição. No modelo 2015 ele se encontrava na lateral do tênis. Já na edição Air Max 2016 o logotipo foi colocado em cima da parte frontal do tênis e está maior e mais visível!
Entressola
A entressola do Air Max 2016 continua a mesma do seu modelo anterior. Todo o seu comprimento possui cápsulas de ar que são fabricadas em PU (Poliuretano) e recobertas por material translúcido. Esta é a plataforma de amortecimento Air Max, uma das mais consagradas tecnologias desenvolvidas pela Nike.
Acima desta estrutura encontramos uma camada de espuma Cushlon, que possui ranhuras que se integram perfeitamente à plataforma da entressola Air Max. Estas duas estruturas juntas proporcionam um amortecimento super leve, ampliando a sensação de movimento natural dos pés.
Solado
O solado do Air Max 2016 também continua com a mesma estrutura que o da versão anterior. Sua composição recebe borracha de carbono para mais durabilidade e levesa do solado. A flexibilidade fica por conta de estrategicamente posicionadas no solado. Para tração e aderência da sola podemos contar com o design em mini waffles.
Conclusão
Até o momento o Nike Air Max 2016 tem atendido satisfatoriamente aos corredores que buscam amortecimento macio, retorno de energia suave, estabilidade, respirabilidade, tração e segurança.
É possível avaliar ainda que a Nike presta muita atenção em seus clientes, pois a única mudança significativa, que foi a melhoria dos cabos Flywire, veio a partir de reclamações de corredores que notaram uma compressão maior do que o desejável desta parte do tênis.