Nike apresentou em setembro deste ano (2016) a nova edição do tênis para corrida de melhor estabilidade e maior durabilidade do mercado: Nike Air Zoom Structure 20. Seu primeiro modelo chegou às prateleiras em 1991 e levava o nome Nike Structure Triax. Sim, este modelo já passou da casa dos 20, mas tem apenas 20 edições porque seu lançamento não era anual como hoje em dia!
Destinada para oferecer suporte e controle de movimento a praticantes de corrida que possuem pisada pronada, este produto está nos pés tanto de corredores de fim de semana quanto nos de profissionais. Este motion control da Nike é tão reconhecido por seu desempenho que não precisamos ir muito longe para dar exemplos! Nas Olimpíadas do Rio o maratonista norte americano Galen Rupp calçava o modelo Air Zoom Sructure quando subiu ao pódio para receber a suada medalha de bronze. Rupp, que há anos vem gastando solas e mais solas de Nikes Structure, foi o primeiro não africano a ganhar uma prova olímpica de maratona desde Atenas em 2004.
Bom, só nos resta agora destrinchar este Nike para que você entenda toda essa fidelidade de Rupp ao Nike Air Zoom Structure, que chega à sua vigésima edição.
Solado
Na sola podemos perceber três áreas de diferentes cores. Cada uma possui materiais e funções diferentes. O material que encontramos por toda a parte dianteira da sola é o Duralon, que no Structure 20 possui menos maciez, porém aprensenta mais aderência e tração.
Na região do calcanhar temos um solado com padrões waffles menores e fabricação em borracha reciclada (a matéria prima inclui diversos tipos de borracha). Mesmo não recebendo adição de carbono em sua composição, como temos na borracha Nike BRS1000, a borracha reciclada do Structure 20 possui durabilidade satisfatória.
Nestas duas regiões, que ocupam a maior parte do solado, temos os padrões waffle que além de colaborar com a flexibilidade, são responsáveis por garantir tração e aderência mesmo que haja mudança de superfície durante a corrida.
Por toda a lateral externa do solado encontramos uma borracha sólida com flex grooves que ajudam na ainda mais na tração do calçado. Sua função é reduzir o esforço em cada pisada, servindo com um guia por toda a transição.
Entressola
Na entressola encontramos dois materiais: Cushlon ST e Phylon. A primeira camada da entressola recebe o Cushlon em sua versão ST, que é utilizada em calçados de estabilidade da Nike por ser mais densa e oferecer um amortecimento mais firme, fator essencial para corredores de pisada excessivamente pronada, pois garante mais estabilidade durante o treino. A espuma Cushlon foi por muito tempo o material de entressolas mais elaborado pela marca até o surgimento do Lunarlon, que hoje oferece ainda mais resposta e durabilidade aos calçados. Cushon ST foi desenvolvido especialmente para calçados de estabilidade, mas já está presente em calçados neutros como o Nike Air Zoom Pegasus 33.
Abaixo do Cushlon podemos encontrar a espuma Phylon, que também possui uma forte presença nas entressolas Nike. O Phylon se apresenta em uma densidade menor e com mais maciez. Este arranjo feito pela marca reduz a rigidez do amortecimento que era alvo de reclamações de alguns corredores.
A união destas duas espumas é feita por um processo que utiliza o calor, eliminando o risco de descolamento que o uso de colas trazia. E esta união feita entre Phylon e Cushlon ST é o que resulta na tecnologia Dynamic Suport: uma entressola de dupla densidade que garante a total estabilidade para corredores com pisada pronada.
Nike Air Zoom Structure 20 oferece um amortecimento firme e cheio de estabilidade. E para adicionar mais satisfação ao uso deste tênis para corrida, podemos encontrar no antepé a estrutura Air Zoom, uma cápsula de ar comprimido com dupla função: amortecer os impactos da parte frontal dos pés e transformá-lo em retorno de energia. O que não é uma novidade para os fãs, já que o Air Zoom não apresenta modificações em relação ao modelo Structure 19.
Cabedal
O cabedal é fabricado em malha de tramas abertas, que recebe o nome de FlyMesh. Esta malha possui alta respirabilidade e oferece ótimo suporte para os pés. Além disso colabora na redução do peso total do calçado e é uma peça de construção de construção única, isso significa que não possui costuras internas adicionando ainda mais conforto.
No interior do cabedal ainda existe uma suave malha que proporciona um calce de sensação “like-sock” por abraçar os pés como uma meia. Este adicional fornece porções extras de conforto, proteção e ajuste.
A estrutura de laçada do Structure 20 traz a sistema de ajuste Dynamic Fit que traz como principal agente a tecnologia FlyWire, que são cabos de pouquíssimo peso e alta resistência que trabalham juntos ao cadarço. Sua função é fornecer pressão em locais estratégicos para manter a firmeza dos pés, claro, sem restringir os movimentos ou causar desconforto para o corredor.
Uma novidade nesta edição é que os cabos FlyWire aparecem apenas nos dois primeiros ilhoses da parte superior. Acredita-se que esta mudança foi a solução para uma das reclamações sofridas pelo modelo anterior: excesso de pressão. Se analisarmos bem fará sentido, pois quem tem pisada pronada possui o arco dos pés com pouquíssima ou nenhuma curvatura, ocupando ainda mais espaço na região medial do calçado. Com cabos FlyWire por toda esta região é bem provável que este tiro sairia pela culatra. Mas mesmo com esta mudança, Structure 20 continua oferecendo garantia de ajuste e suporte de qualidade para corredores de pisada pronada.
Conclusão
Nike Air Zoom Structure 20 apresentou poucas mudanças em relação ao modelo anterior. Mas pelo que se nota, cada alteração só potencializa o desempenho de aclamado tênis de estabilidade. Seu preço está dentro da margem de lançamentos Nike, oferecendo um excelente custo benefício para os consumidores.