fabricante: Brooks Running

O Brooks Ghost 10 faz parte de uma linha que evolui a cada passar de ano. Carregando um bom acabamento e um amortecimento de primeiro escalão, o modelo cresceu de patamar após o lançamento da décima edição. Com o sucesso do nono, o décimo veio para confirmar a evolução da marca.

Adeptos a experimentar o Brooks têm crescido exponencialmente, sobretudo no Brasil. Com a marca chegando recentemente às terras tupiniquins, ele ainda gera surpresa ao ser encontrado, já que é mais comum encontrar um Asics ou um Adidas na prateleira do que, propriamente, um Brooks.

Ainda há os vícios de compra aqui no Brasil, principalmente devido à massiva quantidade de marcas que ficam escondidas sob as já populares. Porém, o Brooks Ghost 10 é um modelo que vale a pena olhar com carinho e desprender uma parcela do tempo para uma análise minuciosa.

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Média Geral

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Prós

  • Construção

    Uma construção firme e estruturada. O Ghost 10 apresenta uma forma compacta e bem segmentada para promover um bom encaixe do pé do corredor à peça. Um modelo que conta com boa seleção de materiais e estruturado do cabedal ao solado.

  • Conforto

    O tênis é bastante confortável, seja no primeiro contato do pé com a parte interna da peça, seja no contato direto com a superfície. Um modelo que agrada utilizar em provas de longas distâncias, não causando dor nos pés ou aperto incessante.

  • Maciez

    O conforto é refletido na maciez do calçado. Alguns usuários comentaram que calçar o Ghost 10 é como “pisar em nuvens ou no próprio ar”, dada a maciez que o calçado aterrissa, como também sua absorção de impacto que anula o choque de contato.

  • Amortecimento e Absorção

    Muito presentes, a combinação de um EVA leve e a tecnologia DNA corroboram para um amortecimento eficiente no retorno de energia, uma responsividade suficiente e uma absorção de impacto constante.

  • Tração

    Um bom grip de contato para superfícies mais lisas, como o asfalto. Majoritariamente utilizando em superfícies onde exijam maior capacidade de tração, o Ghost 10 acaba por funcionar bem neste sentido.

  • Amarração

    Os cadarços chamaram muito a atenção, principalmente por se dirigirem até a ponta da língua do tênis. Alguns especialistas comentaram que este fator auxiliou muito a compensar a ausência de suporte no colar.

Contras

  • Suporte frouxo

    Ausência de suporte na região do colar incomodou muito os usuários. O tornozelo acaba ficando um pouco solto no calçado e mexendo bastante ao longo do trajeto.

  • Durabilidade questionável

    Segundo relatos, o tênis começa a se deteriorar rapidamente, principalmente na região do solado.

  • Aderência em superfícies molhadas

    Apesar de uma boa aderência no asfalto seco, a chuva pode ser um vilão para o Ghost 10. Com dificuldade na aderência neste tipo de superfície, o corredor pode ficar a mercê de um grip de maior qualidade para este tipo de terreno.

Avaliações especialistas

Mais Positivo

Michael Mason-D'Croz

Desde que comecei a revisar tênis para corrida, gostei do que vi nos modelos Ghost. Eles se tornaram alguns dos meus modelos favoritos.

Mais Negativo

Sole Review

Via: SoleReview

A maior força do Ghost 10 é sua versatilidade. O encaixe superior atinge muito bem o contato com a palmilha do espaço interior e torna uma passada estável e segura, e o mesmo se aplica a uma corrida equilibrada.

OUTRAS AVALIAÇÕES

  • Runner's World

    Parece um pouco caro, mas corredores mais experientes afirmam que é um preço pequeno para pagar pelo desempenho geral. O preço do modelo, por sinal, permanece estável pelo quarto ano consecutivo.

Atributos

  • Tecnologia

    O Brooks Ghost 10 aposta em uma gama ampla de recursos tecnológicos, assim como a majoritária quantia de calçados da marca. Incorporando uma forte tendência tecnológica, o Ghost 10 conta com:

    - HPR Plus: borracha inserida na região do solado para oferecer uma passada segura e tracionada ao corredor.

    - Brooks’ Cush Pod Configuration: é a denominação dada pela empresa para a transição feita entre o solado e a entressola. O intuito é oferecer um trabalho conjunto entre as partes em busca de um retorno de energia mais eficiente.

    - BioMoGo DNA: boa acomodação na aterrissagem e absorção de impacto completa.

    - Contour-mimiking DNA Foam: oferece responsividade e flexibilidade à peça.

  • Durabilidade

    Apesar de uma construção reforçada no cabedal, e da ótima composição de entressola, o solado da peça deixa muito a desejar na resistência. Segundo alguns usuários, após alguns quilômetros, a região passa a dar sinais de desgaste e deterioração.

  • Amortecimento

    Funcionando muito bem no Ghost 10, a combinação das tecnologias DNA (BioMoGo e Contour-mimiking) devem ser uma tendência forte em próximos modelos devido aos vários elogios que a absorção de impacto – e consequente retorno de energia – recebeu.

  • Flexibilidade

    A boa flexibilidade se deve a opção por uma espuma de entressola macia e maleável. Sustentada ainda pelas flex grooves do solado, o calçado se mostra flexível e com potencial para uma propulsão ao corredor que costuma fazer a transição de retropé > médiopé > antepé.

  • Ventilação

    Uma boa ventilação é notória, principalmente ao material sintético em tramas abertas que reveste o cabedal. Permite uma entrada constante de ar e uma respirabilidade constante.

  • Aderência da Sola

    Funciona bem, mas não é um grip que agrada. Tanto pela durabilidade que se mostrou baixa, como também em função das superfícies molhadas. Não correspondendo nestas superfícies, o Ghost 10 até que suporta o asfalto no sol, mas se o tempo fechar, o corredor pode ficar na mão.

  • Tecnologia

    Os modelos Brooks constantemente são elogiados pelos materiais adotados em seus calçados. Com uma boa seleção, os tênis carregam qualidade carimbada no revestimento. Entre eles estão:

    - Blown Rubber: tipo de borracha utilizada na região do antepé do solado;

    - Omega Flex Grooves: pequenas borrachas inseridas com o intuito de promover maleabilidade ao calçado;

    - Engineered Mesh: material sintético em tramas abertas que corrobora para a boa ventilação interna da peça;

Características

  • Cabedal

    Cabedal

    Um mesh de material confortável no interior e ventilado por fora. Boa construção e proteção sem a necessidade de costuras, além de um cadarço que chama a atenção pela inovação do design, que permite uma língua mais justa ao peito do pé.

  • Entressola

    Entressola

    Combinação de dois materiais de origem do DNA Foam, da Brooks. O BioMoGo dá a estabilidade, enquanto o Contour-mimiking oferece a flexibilidade necessária para a propulsão.

  • Solado

    Solado

    Um grip que deixa um pouco a desejar, mas que faz bem o trabalho no asfalto. Contato rápido e saída imediata. Apesar da insuficiência em terrenos molhados, o solado fica na média entre os tênis de corrida da categoria amortecimento.

ANÁLISE

O Brooks Ghost 10 chega com uma proposta mantida pela marca: muito recurso tecnológico, muita dedicação na construção, mas muito poucos atrativos para diferenciar. A Brooks ainda engatinha no Brasil com poucos modelos. Chegando no ano de 2017, a marca ainda não emplacou um calçado que fizesse os corredores aguardarem ansiosos o modelo seguinte. Será o Ghost o precursor da Brooks no Brasil?

Bons atributos para o Brooks Ghost 10

Adotando boas características na construção e seleção de materiais, bem como no que tange a tecnologia, o Ghost 10 impressiona por sua totalidade. Um cabedal com reforços pontuais, sem costuras e ventilado. Um material arejado, leve e de bom abraço ao pé, promovendo conforto no encaixe do pé junto ao interior da peça.

Pensando nessa construção total, o que chama a atenção é o que a empresa chama de Brooks’ Cush Pod Configuration, que alia entressola e solado para um trabalho em conjunto. Fazendo uma região híbrida que serve tanto para a aderência como para a absorção de impacto e futura transição de passada.

Faltam os destaques

Pelo valor pedido falta aquele brilho. Tornando-se um tênis comum, o Brooks Ghost 10 é realmente muito bom. Porém, apenas fica na mesma linha de outros calçados, não trazendo uma novidade forte ou uma inovação que chamasse a atenção para a marca.

Considerações finais

É difícil não recomendar um Brooks. Os calçados, assim como os da Saucony, possuem um grande prestígio no estrangeiro. Apesar de ainda não serem nomes fortes no Brasil, vale a pena arriscar em modelos de amortecimento e performance das marcas. Tênis de boa qualidade que contam com linhas de ótimo desempenho, ideais para corredores iniciantes e também experientes.