Michael Mason-D'Croz
Via: Running Shoes Guru
Desde que comecei a revisar tênis para corrida, gostei do que vi nos modelos Ghost. Eles se tornaram alguns dos meus modelos favoritos.
Fabricante: Brooks Running
O Brooks Ghost 10 faz parte de uma linha que evolui a cada passar de ano. Carregando um bom acabamento e um amortecimento de primeiro escalão, o modelo cresceu de patamar após o lançamento da décima edição. Com o sucesso do nono, o décimo veio para confirmar a evolução da marca.
Adeptos a experimentar o Brooks têm crescido exponencialmente, sobretudo no Brasil. Com a marca chegando recentemente às terras tupiniquins, ele ainda gera surpresa ao ser encontrado, já que é mais comum encontrar um Asics ou um Adidas na prateleira do que, propriamente, um Brooks.
Ainda há os vícios de compra aqui no Brasil, principalmente devido à massiva quantidade de marcas que ficam escondidas sob as já populares. Porém, o Brooks Ghost 10 é um modelo que vale a pena olhar com carinho e desprender uma parcela do tempo para uma análise minuciosa.
Média Geral
1 usuário: 95 / 100
3 especialistas: 90 / 100
Sem oferta nas lojas parceiras agora
Preço sugerido: R$ 639,00
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Estrada
Pisada
Neutra
Uso
Treino
Peso
Masculino: 295g
Feminino: 255g
Altura Calcanhar
Mas: 30mm
Fem: 30mm
Drop
Masculino: 12mm
Feminino: 12mm
Preço Sugerido
R$ 639,00
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Construção
Uma construção firme e estruturada. O Ghost 10 apresenta uma forma compacta e bem segmentada para promover um bom encaixe do pé do corredor à peça. Um modelo que conta com boa seleção de materiais e estruturado do cabedal ao solado.
Conforto
O tênis é bastante confortável, seja no primeiro contato do pé com a parte interna da peça, seja no contato direto com a superfície. Um modelo que agrada utilizar em provas de longas distâncias, não causando dor nos pés ou aperto incessante.
Maciez
O conforto é refletido na maciez do calçado. Alguns usuários comentaram que calçar o Ghost 10 é como “pisar em nuvens ou no próprio ar”, dada a maciez que o calçado aterrissa, como também sua absorção de impacto que anula o choque de contato.
Amortecimento e Absorção
Muito presentes, a combinação de um EVA leve e a tecnologia DNA corroboram para um amortecimento eficiente no retorno de energia, uma responsividade suficiente e uma absorção de impacto constante.
Tração
Um bom grip de contato para superfícies mais lisas, como o asfalto. Majoritariamente utilizando em superfícies onde exijam maior capacidade de tração, o Ghost 10 acaba por funcionar bem neste sentido.
Amarração
Os cadarços chamaram muito a atenção, principalmente por se dirigirem até a ponta da língua do tênis. Alguns especialistas comentaram que este fator auxiliou muito a compensar a ausência de suporte no colar.
Suporte frouxo
Ausência de suporte na região do colar incomodou muito os usuários. O tornozelo acaba ficando um pouco solto no calçado e mexendo bastante ao longo do trajeto.
Durabilidade questionável
Segundo relatos, o tênis começa a se deteriorar rapidamente, principalmente na região do solado.
Aderência em superfícies molhadas
Apesar de uma boa aderência no asfalto seco, a chuva pode ser um vilão para o Ghost 10. Com dificuldade na aderência neste tipo de superfície, o corredor pode ficar a mercê de um grip de maior qualidade para este tipo de terreno.
Mais positivo
Via: Running Shoes Guru
Desde que comecei a revisar tênis para corrida, gostei do que vi nos modelos Ghost. Eles se tornaram alguns dos meus modelos favoritos.
Mais negativo
Via: SoleReview
A maior força do Ghost 10 é sua versatilidade. O encaixe superior atinge muito bem o contato com a palmilha do espaço interior e torna uma passada estável e segura, e o mesmo se aplica a uma corrida equilibrada.
Outras avaliações
Via: Runner's World
Parece um pouco caro, mas corredores mais experientes afirmam que é um preço pequeno para pagar pelo desempenho geral. O preço do modelo, por sinal, permanece estável pelo quarto ano consecutivo.
O Brooks Ghost 10 aposta em uma gama ampla de recursos tecnológicos, assim como a majoritária quantia de calçados da marca. Incorporando uma forte tendência tecnológica, o Ghost 10 conta com:
- HPR Plus: borracha inserida na região do solado para oferecer uma passada segura e tracionada ao corredor.
- Brooks’ Cush Pod Configuration: é a denominação dada pela empresa para a transição feita entre o solado e a entressola. O intuito é oferecer um trabalho conjunto entre as partes em busca de um retorno de energia mais eficiente.
- BioMoGo DNA: boa acomodação na aterrissagem e absorção de impacto completa.
- Contour-mimiking DNA Foam: oferece responsividade e flexibilidade à peça.
Apesar de uma construção reforçada no cabedal, e da ótima composição de entressola, o solado da peça deixa muito a desejar na resistência. Segundo alguns usuários, após alguns quilômetros, a região passa a dar sinais de desgaste e deterioração.
Funcionando muito bem no Ghost 10, a combinação das tecnologias DNA (BioMoGo e Contour-mimiking) devem ser uma tendência forte em próximos modelos devido aos vários elogios que a absorção de impacto – e consequente retorno de energia – recebeu.
A boa flexibilidade se deve a opção por uma espuma de entressola macia e maleável. Sustentada ainda pelas flex grooves do solado, o calçado se mostra flexível e com potencial para uma propulsão ao corredor que costuma fazer a transição de retropé > médiopé > antepé.
Uma boa ventilação é notória, principalmente ao material sintético em tramas abertas que reveste o cabedal. Permite uma entrada constante de ar e uma respirabilidade constante.
Funciona bem, mas não é um grip que agrada. Tanto pela durabilidade que se mostrou baixa, como também em função das superfícies molhadas. Não correspondendo nestas superfícies, o Ghost 10 até que suporta o asfalto no sol, mas se o tempo fechar, o corredor pode ficar na mão.
Os modelos Brooks constantemente são elogiados pelos materiais adotados em seus calçados. Com uma boa seleção, os tênis carregam qualidade carimbada no revestimento. Entre eles estão:
- Blown Rubber: tipo de borracha utilizada na região do antepé do solado;
- Omega Flex Grooves: pequenas borrachas inseridas com o intuito de promover maleabilidade ao calçado;
- Engineered Mesh: material sintético em tramas abertas que corrobora para a boa ventilação interna da peça;
Um mesh de material confortável no interior e ventilado por fora. Boa construção e proteção sem a necessidade de costuras, além de um cadarço que chama a atenção pela inovação do design, que permite uma língua mais justa ao peito do pé.
Combinação de dois materiais de origem do DNA Foam, da Brooks. O BioMoGo dá a estabilidade, enquanto o Contour-mimiking oferece a flexibilidade necessária para a propulsão.
Um grip que deixa um pouco a desejar, mas que faz bem o trabalho no asfalto. Contato rápido e saída imediata. Apesar da insuficiência em terrenos molhados, o solado fica na média entre os tênis de corrida da categoria amortecimento.
O Brooks Ghost 10 chega com uma proposta mantida pela marca: muito recurso tecnológico, muita dedicação na construção, mas muito poucos atrativos para diferenciar. A Brooks ainda engatinha no Brasil com poucos modelos. Chegando no ano de 2017, a marca ainda não emplacou um calçado que fizesse os corredores aguardarem ansiosos o modelo seguinte. Será o Ghost o precursor da Brooks no Brasil?
Adotando boas características na construção e seleção de materiais, bem como no que tange a tecnologia, o Ghost 10 impressiona por sua totalidade. Um cabedal com reforços pontuais, sem costuras e ventilado. Um material arejado, leve e de bom abraço ao pé, promovendo conforto no encaixe do pé junto ao interior da peça.
Pensando nessa construção total, o que chama a atenção é o que a empresa chama de Brooks’ Cush Pod Configuration, que alia entressola e solado para um trabalho em conjunto. Fazendo uma região híbrida que serve tanto para a aderência como para a absorção de impacto e futura transição de passada.
Pelo valor pedido falta aquele brilho. Tornando-se um tênis comum, o Brooks Ghost 10 é realmente muito bom. Porém, apenas fica na mesma linha de outros calçados, não trazendo uma novidade forte ou uma inovação que chamasse a atenção para a marca.
Considerações finais
É difícil não recomendar um Brooks. Os calçados, assim como os da Saucony, possuem um grande prestígio no estrangeiro. Apesar de ainda não serem nomes fortes no Brasil, vale a pena arriscar em modelos de amortecimento e performance das marcas. Tênis de boa qualidade que contam com linhas de ótimo desempenho, ideais para corredores iniciantes e também experientes.

Média Geral
2 especialistas: 86 / 100
1 usuário: 85 / 100

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