O Brooks Glycerin 14 apresenta a qualidade de um gigante no mercado de tênis para corrida. Apesar de alguns tropeços, a Brooks não se abala, e mantém uma alta qualidade digna de seu Top De Linha – tal como é conhecida a linha Glycerin. Com destaque principal para o conjunto da obra que trabalha em equipe para corroborar uma qualidade de corrida acima da média para o usuário, o modelo teve pontos altos que compensaram os pontos negativos.
Uma construção digna de um Glycerin 14
O que mais agradou no modelo foi, de longe, a sua resistência. A seleção de materiais, e, principalmente, a opção pela troca de espuma de entressola agradaram muito aos corredores. A tecnologia denominada Super DNA funciona como um 3 em 1: transição, absorção e conforto. Proporcionando, assim, uma boa absorção, que devolve em transição e não abdica do conforto.
Além disso, sobressai-se o cabedal e o solado, que possibilitam um trabalho de complemento à nova entressola. Um cabedal maleável, leve e respirável – totalmente confortável – e um solado de bom grip, aderente e eficiente. Todos trabalhando em perfeita harmonia para a proporção de uma corrida de alta qualidade para quem optar pelo Glycerin.
Problemas pequenos nada unânimes
A principal questão mais sobressalente nos pontos negativos é, definitivamente, o ajuste do calçado. Mais apertado do que se pede em tênis de amortecimento, a Brooks bem que poderia ter optado por maior conforto neste quesito. Algo pequeno, com certeza, mas que pode fazer diferença em um pé com forma mais larga. Afinal, a forma se alterou do modelo anterior para o atual.
Considerações finais
As linhas GT 2000, da Asics, ou Prorunner, da Mizuno, por exemplo, são de extrema qualidade, mas que também abusam no preço. Todos com preços altos, mas sem abrir mão de uma qualidade acima da média. Portanto, para quem deseja um tênis para inúmeras atividades, gastar um pouco pode valer a pena, pensando, sobretudo, do ponto de vista da durabilidade.